O assassinato caiu, e isso está nos registros
O Espírito Santo fechou 2025 com 796 homicídios dolosos, o menor patamar desde 1996, quando a série histórica começou a ser contabilizada. Foi a primeira vez em 29 anos que o estado terminou o ano abaixo de 800 casos, com redução de 6,8% sobre 2024.
Em 2024 já havia sido registrado o melhor resultado até então, 852 homicídios, e a taxa consolidada de 20,8 por 100 mil habitantes — a primeira vez, na série, abaixo da média nacional de 24 por 100 mil. Entre janeiro e maio de 2026 foram 321 homicídios, 3,3% menos que no mesmo período do ano anterior, e 57 dos 78 municípios capixabas não registraram nenhum caso em maio.
Reconhecer esse dado é o ponto de partida honesto de qualquer conversa sobre segurança no estado. O policial e o bombeiro capixaba que produziram esse resultado merecem ouvir isso dito com clareza.
Fonte: Governo do Espírito Santo, dados consolidados de homicídio doloso. Série histórica iniciada em 1996.
O crime não desapareceu. Mudou de forma
O Anuário Estadual da Segurança Pública 2025, publicado pelo programa Estado Presente, registra no mesmo balanço de 2024 um conjunto de aumentos. São crimes que não aparecem na estatística de homicídio e que atingem sobretudo mulheres, idosos e quem foi roubado dentro da própria casa ou pela tela do celular.
Latrocínio
O roubo seguido de morte aumentou em 2024, na contramão da queda do homicídio. É crime hediondo e depende de pena e execução definidas em lei federal.
Feminicídio
Subiu em 2024. Em 2025 houve queda de 15,4%, de 39 para 33 casos, o menor índice desde que o indicador passou a ser monitorado, em 2017.
Estelionato
A fraude cresceu e migrou para o ambiente digital, onde a vítima é abordada por celular e a apuração atravessa fronteiras de estado.
Violência doméstica
Mais registros em 2024. É o crime que antecede o feminicídio e o que mais depende de resposta rápida do sistema de justiça.
Crimes sexuais
Os crimes contra a dignidade sexual aumentaram em 2024, segundo o mesmo anuário estadual.
Mortes no trânsito
Também em alta em 2024, num estado cortado por rodovias federais de tráfego pesado.
Fonte dos aumentos: Anuário Estadual da Segurança Pública 2025, Programa Estado Presente em Defesa da Vida, Governo do Espírito Santo, referente ao ano de 2024. Os dados de feminicídio de 2025 foram divulgados pelo governo do estado em balanço anual.
Onde a polícia capixaba encosta na lei federal
Prender é trabalho de polícia, e o Espírito Santo tem entregado prisão. O que acontece depois da prisão não se decide em Vitória: o Código Penal, o Código de Processo Penal, a Lei de Execução Penal e as regras de progressão de regime são lei federal, votada na Câmara dos Deputados.
É por isso que o mesmo preso volta à rua e o mesmo policial o prende outra vez. Enquanto a pena cumprida na prática for uma fração da pena aplicada na sentença, o esforço estadual é gasto em refazer o mesmo trabalho.
A candidatura do Capitão Assis parte dessa divisão de competência: ele não disputa o comando da polícia do estado, disputa a caneta que escreve a lei que a polícia aplica.
O que o mandato pretende mudar
Cumprimento de pena ponta a ponta
Que a pena da sentença seja a pena cumprida.
Lei antifacção aplicada
Tratar facção como facção, não como quadrilha comum.
Sufocamento financeiro do crime
Atacar o dinheiro, não só o soldado do tráfico.
Maioridade penal aos 16 anos
Quem é recrutado porque não responde pelo que faz.
Emendas para o HPM
Saúde de quem passa a vida cuidando dos outros.
Nova constituinte
Rediscutir a estrutura que travou o país.
Todos os números citados nesta página vêm de publicações oficiais do governo do Espírito Santo, com link direto à fonte. Nenhum dado aqui é estimativa de campanha.
O que se pergunta sobre segurança no ES
Quantos homicídios o Espírito Santo teve em 2025?
796 homicídios dolosos, o menor patamar desde 1996 e a primeira vez em 29 anos abaixo de 800 casos. A queda sobre 2024 foi de 6,8%.
O Espírito Santo está acima da média nacional?
Não mais, nesse indicador. Com a taxa de 20,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, o estado ficou pela primeira vez na série histórica abaixo da média nacional, de 24 por 100 mil.
Se os homicídios caem, por que falar de segurança?
Porque o próprio anuário estadual aponta aumento de latrocínio, feminicídio, estelionato, violência doméstica, crimes sexuais e mortes no trânsito em 2024. O crime mudou de forma, e o enfrentamento dessas modalidades passa por tipificação e pena, que são lei federal.
O que um deputado federal pode fazer por isso?
Legislar sobre Código Penal, processo penal, execução da pena, progressão de regime, maioridade penal e tipificação de novos crimes, além de destinar emendas do orçamento da União. Nenhuma dessas normas é alterada por governador ou prefeito.
Dado na mesa, não impressão
O que o Espírito Santo já resolveu, resolveu com polícia. O que falta agora se resolve em Brasília, com lei.
Republicanos · ES