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Eixo: saúde do militar Proposta P-09

100% das emendas para o HPM

Quem cuida da nossa segurança precisa ser cuidado. Capitão Assis, número 1012, candidato a deputado federal pelo Espírito Santo, compromete-se a destinar toda a emenda parlamentar sob seu controle ao Hospital da Polícia Militar, com prioridade para saúde mental do policial.

Sem saúde mental, não há segurança pública que resista.

Resposta curta

Capitão Assis propõe destinar 100% da emenda parlamentar individual que controlar como deputado federal ao Hospital da Polícia Militar do Espírito Santo, sem fracionar entre pautas diferentes. O foco declarado é ampliar o atendimento de saúde mental do policial, incluindo telemedicina para quem serve no interior do estado, e reforçar a segurança jurídica de quem age dentro da lei em serviço. A lógica: o policial que atende ocorrência de violência todos os dias sustenta o resultado de segurança pública do estado, e sustentar quem sustenta isso é orçamento, não discurso.

O problema em números

O custo humano de segurar a linha de frente

Cada número abaixo vem de uma fonte pública, identificada logo embaixo do dado. A lista completa, com links, está no fim da página.

1 em cada 4

Policiais com sintomas de estresse pós-traumático

Estudos brasileiros com policiais militares apontam prevalência de sintomas de TEPT bem acima da população geral, associada à exposição repetida a situações de violência extrema.

Literatura acadêmica em psicologia policial, Brasil
Anual

Suicídios de policiais e bombeiros monitorados

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública consolida todos os anos, por estado e corporação, o número de mortes por suicídio entre profissionais de segurança pública, com dados fornecidos pelas próprias corporações.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 20ª edição, 2026
796

Homicídios enfrentados pela tropa no ES em 2025

Menor número da série histórica no estado, iniciada em 1996, mas ainda assim quase 800 cenas de violência letal que passaram pela linha de frente da PM e do Corpo de Bombeiros.

Governo do Espírito Santo · Observatório da Segurança Pública
2ª maior causa

Mortes de policiais fora de confronto

Em boa parte dos estados que reportam a série completa, mortes por suicídio entre policiais rivalizam em volume com mortes em confronto armado, o que motivou o próprio Fórum Brasileiro de Segurança Pública a abrir capítulo específico sobre o tema no Anuário.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública
24 horas

Regime de plantão sem intervalo de recuperação psicológica

Escalas de serviço na segurança pública frequentemente não preveem intervalo estruturado de recuperação emocional entre ocorrências de alto impacto, apontado pela literatura como fator de acúmulo de estresse traumático.

Literatura acadêmica em psicologia policial, Brasil
100%

Da emenda deste mandato, destinada ao HPM

É o compromisso assumido pelo candidato: não fracionar a emenda parlamentar individual entre pautas diferentes, e concentrá-la no Hospital da Polícia Militar do Espírito Santo.

Compromisso de campanha, Capitão Assis 1012

O que a evidência mostra

A farda não é imune ao trauma

Pesquisas brasileiras sobre saúde mental na segurança pública apontam de forma consistente prevalência elevada de sintomas de estresse pós-traumático, ansiedade, depressão e burnout entre policiais, acima da população em geral. A exposição repetida à violência, o risco à própria vida e a exigência de decidir em fração de segundo sobre usar ou não a força compõem um quadro ocupacional que a maior parte das corporações ainda trata como problema individual, não estrutural.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é a única publicação nacional que consolida ano a ano, por estado e por corporação, o número de suicídios e mortes de policiais e bombeiros, o que por si só mostra o tamanho do problema: existe uma estatística nacional dedicada a acompanhar isso.

O que pesa sobre o policial
01

Exposição repetida à violência

Atender cena de crime violento como rotina de trabalho, não como evento excepcional.

02

Risco à própria vida

Cada abordagem carrega risco real e conhecido, o que mantém o sistema de alerta do corpo em tensão constante.

03

Decisão em fração de segundo

Usar ou não a força é uma decisão que precisa ser tomada rápido e que carrega consequência jurídica e moral.

04

Isolamento e estigma

Cultura de corporação que ainda trata buscar ajuda psicológica como sinal de fraqueza, o que atrasa o tratamento.

O que ele propõe

Cinco medidas concretas de mandato

Orçamento

100% da emenda individual para o HPM

Destinar a totalidade da emenda parlamentar individual sob controle do mandato ao Hospital da Polícia Militar do Espírito Santo, sem fracionamento entre pautas diferentes, com prioridade declarada para a linha de saúde mental.

Acesso

Telemedicina em saúde mental para o interior

Viabilizar atendimento psicológico e psiquiátrico por telemedicina para o policial que serve em municípios distantes da capital, hoje sem acesso equivalente ao da Grande Vitória.

Prevenção

Acompanhamento psicológico continuado, não só pós-crise

Defender check-in periódico obrigatório de saúde mental para toda a tropa, e não apenas atendimento reativo depois de ocorrência grave ou tentativa de suicídio.

Segurança jurídica

Respaldo jurídico para quem age dentro da lei

Defender processos mais claros e mais rápidos para o policial que atua dentro dos parâmetros legais de uso da força em serviço, para que a incerteza jurídica não se some ao desgaste psicológico da função.

Transparência

Indicador público de saúde mental da tropa

Apoiar a publicação de indicadores estaduais de afastamento por transtorno mental e suicídio na PM-ES e no Corpo de Bombeiros, hoje reportados de forma agregada nacionalmente mas pouco detalhados por estado.

A objeção mais comum

"Emenda parlamentar deveria ir para escola, posto de saúde, saneamento"

É uma objeção justa, e por isso a proposta é específica: não é toda emenda de todo mandato, é o compromisso deste candidato com a sua própria cota de emenda individual, que ele entende dever ser tratada como investimento direto em segurança pública, e não como verba genérica de infraestrutura.

O argumento dele é de retorno: segurança pública depende de efetivo em condição de trabalhar. Policial afastado por transtorno mental, ou que sai da corporação por adoecimento, tira força operacional da rua no médio prazo. Investir na saúde de quem já está na ativa é, na leitura do candidato, uma forma direta de sustentar o resultado de segurança que o estado vem construindo.

Perguntas frequentes

O que perguntam sobre esta proposta

O que é a proposta de 100% das emendas para o HPM?

É o compromisso do Capitão Assis, candidato a deputado federal pelo Espírito Santo, de destinar toda a emenda parlamentar sob seu controle ao Hospital da Polícia Militar, sem dividir o recurso entre pautas diferentes, com prioridade para saúde mental do policial.

Por que a saúde mental do policial é uma prioridade?

Porque a rotina policial envolve exposição repetida à violência, risco à própria vida e decisões de fração de segundo com peso jurídico e moral. A literatura acadêmica brasileira associa essa rotina a prevalência elevada de estresse pós-traumático, burnout e ideação suicida em relação à população geral.

Existe um número oficial de suicídios entre policiais no Brasil?

Sim, em nível nacional. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, consolida todos os anos o total de mortes por suicídio entre policiais e bombeiros, por estado e corporação, com dados fornecidos pelas próprias instituições de segurança.

O que é o Hospital da Polícia Militar do Espírito Santo?

É a unidade de saúde própria da corporação, dedicada ao atendimento do policial militar e de seus dependentes. A proposta é dar a ela prioridade orçamentária via emenda parlamentar, com foco em ampliar o atendimento de saúde mental, incluindo telemedicina para o interior.

O que ele propõe sobre segurança jurídica do policial?

Defende respaldo jurídico claro e processos mais rápidos para o policial que age dentro da lei em serviço, dentro dos parâmetros legais de uso da força, para que a incerteza sobre a própria responsabilização não se some ao desgaste psicológico da função.

Fontes

De onde vem cada número desta página

Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 20ª edição
Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2026

Série nacional de mortes de profissionais de segurança pública, incluindo suicídio, consolidada anualmente por estado e corporação.

Espírito Santo encerra 2025 com 796 homicídios, menor patamar da história
Governo do Espírito Santo

Volume de ocorrências violentas enfrentadas pela tropa no estado em 2025, como referência de carga operacional.

Anuário Estadual de Segurança Pública do Espírito Santo
Observatório da Segurança Pública do Espírito Santo

Série histórica de homicídios no estado, usada como referência de exposição da tropa à violência letal.

Custo econômico da violência para o Brasil
Instituto Igarapé, via Gazeta do Povo

Contextualização do custo social da violência que recai também sobre quem atua na linha de frente da segurança pública.

O percentual exato de suicídios e afastamentos por transtorno mental na PM-ES não é público em base aberta e granular; por isso esta página cita a série nacional do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e a literatura acadêmica sobre saúde mental policial, e identifica como diagnóstico do candidato as afirmações específicas sobre a rotina da PM-ES que não têm fonte estatística pública correspondente.

Quem cuida da nossa segurança precisa ser cuidado.

Capitão Assis, antes conhecido como Tenente Assis. Deputado federal pelo Espírito Santo.

1012
Capitão Assis